domingo, 21 de novembro de 2010

Bolo de Abóbora e Chocolate

Tendo em casa uma abóbora congelada aos pedaços, pensei em fazer um bolo que incluísse este ingrediente para além das sopas que faço e das filhoses de abóbora que a minha mãe fez há umas semanas atrás.
Assim sendo e não tendo mais receitas em casa, pesquisei pela net e encontrei esta receita de Bolo de Abóbora e Nozes, como não tinha nozes em casa fiz um bolo de abóbora e chocolate.
Assim sendo usei para este bolo:
- 3 Ovos,
- 2 Chávenas de Chá de Açúcar,
- 1 Chávena de Chá de Óleo,
- 2 pedaços de abóbora (sem casca e sem pevides),
- 3 Chávenas de Chá de Farinha,
- 1 pitada de sal,
- 1 Colher de café de bicabornato de sódio,
- 1 colher de sopa de canela,
- 2 colheres de sopa de chocolate em pó (como não tinha chocolate em pó em casa, utilizei chocolate em pó do que se utiliza para misturar no leite),
- 1 colher de chá de fermento em pó,
- margarinha e farinha q.b.
À parte, cozi a abóbora durante cerca de vinte minutos. Quando estava cozida retirei-a e triturei-a. Reservei.
Numa tigela bati os ovos com o açúcar, adicionei o óleo e misturei tudo muito bem. 
Entretanto juntei a abóbora, a farinha, o sal, o bicabornato de sódio, o fermento, a canela e o chocolate e envolvi tudo muito bem com a batedeira até formar bolhinhas na massa.
Deite tudo numa forma previamente untada com margarina e farinha e levei ao forno durante meia hora a 200º.
Ficou um pouco mal cozido mas mesmo assim ficou óptimo e muito apetitoso, mesmo ainda quentinho.

 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Morcela do Bucho

Esta morcela, cujo nome oficial é a Morcela de cozer de Portalegre ou Bexiga de Morcela, faz parte do meu imaginário infantil ou não fosse a minha mãe oriunda do Alto Alentejo. Sempre me lembro da minha mãe a comprar e sempre me lembro de adorar comer esta morcela. 
Os anos passaram, a minha mãe continua a comprar esta morcela numa loja alentejana perto da sua casa, e fico muito contente por o meu filho ter os mesmos gostos que eu e o pai e adora comer este enchido com um pouco de pão.
Como já deu para perceber, não se trata de uma receita mas gosto de referir aqui outras iguarias e tradições alimentares, afinal, também fazem parte do que somos.
Sendo um enchido tipicamente alentejano, lembrar-me-á sempre a minha infância, a minha mãe e as suas raízes...

Canja rápida de frango

Esta receita não tem muito de original mas decidi partilhar a canja de frango rápida que faço quando tenho o filhote adoentado. Já aqui tinha colocado a receita da canja de galinha mas como o frango, por norma, é mais tenro do que a galinha, às vezes faço esta canjinha que fica muito apetitosa.
Compro dois ou três peitos de frango, finos, que levo a cozer em água, temperados apenas com sal. Junto à água a ferver e ao frango um pouco de margarina e metade de um caldo de galinha. Deixo cozer o frango durante cerca de vinte minutos. Retiro os peitos, corto-os aos pedaços, volto a colocá-los na panela juntamente com a massa (no caso escolhi a massa de letras), que deixo cozer por mais dez minutos e a canjinha está pronta.
:)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Esparguete com Salsichas, Cenoura, Chouriço e restos de Carne Assada

Daqui a pouco este blog parece o blog dos restos mas a vontade de cozinhar e de fazer novos pratos não tem sido muita e acho sempre que há que aproveitar os restos de comida que estão no frigorífico.
Posto isto, tinha um resto de carne de vaca assada que era pouca para uma refeição e por causa disso lembrei-me de a cortar aos pedaços para fazer um prato com restos.
Entretanto, num tacho com um pouco de azeite levei a refogar uma cenoura grande cortada às rodelas finas e metade de um chouriço, também cortado às rodelas finas.
Quando tudo alourou, deitei a carne de vaca previamente cortadas aos pedaços com o molho que tinha e uma lata de 8 salsichas cortadas às rodelas.
À parte cozi esparguete e reservei.
Deixei que a carne, as salsichas, o chouriço e a cenoura refogassem um pouco, juntei leite para fazer um pouco de molho e passados cerca de 15 minutos de cozinhar tudo em lume brando, envolvi a esparguete previamente cozida e escorrida e mexi um pouco para que o molho e as carnes se envolvessem com a esparguete.
Por acaso nunca pensei que ficasse tão saborosa esta mistura de restos, de chouriço e de salsichas. Até o meu filho disse que estava muito bom e comeu imenso.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bolo de Aniversário do meu filho inspirado num Bolo de Chocolate da Nigella

O meu filho fez 4 anos na passada terça-feira, dia 26 de Outubro. Nesse dia levei um bolo de aniversário do Homem Aranha (comprado feito) à Creche mas neste fim-de-semana e para comemorar o aniversário apenas em família, decidi meter mãos à obra depois de ter visto a Nigella a fazer um bolo de Chocolate, a enfeitá-lo e depois do meu filho, que via o programa comigo, pedir-me para fazer um bolo igual, não pensei duas vezes em relação ao bolo que faria para ser o dos seus anos...
Vai daí que decorei a receita mas fui pesquisá-la na net para ter uma indicação mais fiel dos ingredientes e da forma de fazer o bolo. Ficou óptimo, é muito fácil de fazer, faz-se rapidamente e ainda tive a ajuda do meu filho e do seu mano a "limparem" as colheres e as tigelas onde o bolo foi feito ;)
Assim sendo, passo à receita que encontrei aqui.

Bolo:
1 1/2 chávena de farinha de trigo,
1 chávena de açúcar em pó,
1 colher (chá) de fermento em pó,
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio,
1/3 chávena de cacau em pó de melhor qualidade,
175 gramas de manteiga sem sal (à temperatura ambiente),
2 ovos grandes,
2 colher (chá) de baunilha,
1 chávena de natas azedas,
Equipamento necessário: 2 formas (22 cms de diâmetro cada) com fundo removível untadas com manteiga ou, em alternativa, e como eu fiz, colocar papel vegetal em duas formas idênticas que não tinham fundo removível.

Cobertura: 

175 gramas de chocolate de boa qualidade, partido em pedaços pequenos,
125 gramas de manteiga sem sal,
2 1/2 chávenas de açúcar em pó,
1/2 chávena de natas azedas,
1 colher (chá) de baunilha,
Missangas decorativas, caneta de pasteleiro e letras e estrelas para decorar, opcional.

Preparo:
Tire todos os ingredientes e deixe-os em temperatura ambiente.
Coloque todos os ingredientes do bolo: trigo, açúcar, fermento, bicarbonato, cacau, manteiga, ovos, baunilha e natas azedas no processador e bata até ficar uniforme e denso.
Leve ao forno, previamente aquecido a 200º, 20 minutos aproximadamente. Deixe arrefecer, retire das formas, coloque sobre o prato, recheie e cubra com a outra metade.
Para fazer a cobertura, derreta o chocolate com a manteiga no microondas ou em banho-maria.
Enquanto o chocolate esfria um pouco, peneire o açúcar noutra tigela ou bata no processador para desfazer os torrões ou blocos.
Adicione as natas e a baunilha e quando tudo estiver bem misturado adicione o açúcar, ou coloque tudo no processador.
Talvez você precise acrescentar um colher (sopa) de água fervente para deixar a cobertura mais fina. Ela deve ficar liquida o bastante para cobrir facilmente o bolo, mas firme o suficiente para não pinga, escorrer.
Use 1/3 da cobertura para o recheio e o restante para cobertura.
Nota: eu não usei processador/liquidificador/robot de cozinha porque não tenho. Deitei tudo numa tigela, e primeiro mexi com uma colher de pau e posteriormente mexi com a batedeira, equipada para bater massas (e não as claras em castelo...).


domingo, 31 de outubro de 2010

Filhoses de Abóbora da minha mãe

Lembro-me sempre da minha mãe fazer estas filhoses no Natal e eu nunca as fiz porque acho que me sabem muito bem por ser a minha mãe quem as faz.
Neste fim-de-semana prolongado, e aproveitando o facto de nos terem dado uma abóbora, pedi à minha mãe que fizesse estas filhoses de abóbora, e assim foi.
O cheirinho dos fritos e da canela e do açúcar invadiram a casa e as filhoses vieram aconchegar o estômago nesta tarde chuvosa e de vento.
Para cerca de 20 filhoses a minha mãe usou:
- 300 g de abóbora (limpa),
- Sumo de duas laranjas,
- 2 colheres de sopa de aguardente,
- 200 g de farinha com fermento,
- 1 colher de chá de fermento em pó
- 4 ovos,
- óleo para fritar,
- canela em pó e açúcar para polvilhar.
A minha mãe começou por cortar a abóbora em pedaços pequenos que colocou num tacho e levou a cozer em água com um pouco de sal.
Depois da abóbora estar cozida, escorreu a água, triturou a abóbora e adicionou a aguardente, o sumo das laranjas, a farinha e o fermento, de uma só vez batendo energicamente com uma colher de pau.
Sem parar de bater, adicionou os ovos, um a um e bateu a massa até esta ter absorvido completamente os ovos. 
Deixou a repousar cerca de 4 horas.
Para fritar, com a ajuda de uma colher de sopa, retirou colheradas da massa e fritou em óleo quente e deixou fritar até ficarem bem douradinhos e crescidos. Escorreu sobre papel absorvente e  depois passou as filhoses por uma mistura de açúcar e canela em pó.
Estão tão boas que só apetece é continuar a comê-las durante a tarde...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Gratinado de Rigatoni

Fiz esta receita para aproveitar alguns restos que tinha no frigorífico e que não eram suficientes para uma refeição em família.
Assim sendo, desfiei metade de um frango que tinha feito no forno com as ervas aromáticas da Maggi e três fatias grandes de um resto de carne assada que também tinha feito. Levei tudo ao lume com os molhos que ainda tinham, tendo adicionado uma courgette cortada às rodelas e uma lata de cogumelos laminados. Juntei um pouco de leite para fazer um pouco de molho e reservei.
À parte cozi a massa, no caso Rigatoni mas podia ser outra qualquer, e fiz o molho béchamel que tinha visto num programa da Nigella.
Quando tudo estava pronto, deitei a massa cozida num tabuleiro de ir ao forno, por cima coloquei o refogado com os "restos", a courgette e os cogumelos e por cima deitei o molho béchamel que espalhei por cima de tudo. Deitei ainda por cima do molho béchamel um pouco de pão ralado com alho e salsa e levei ao forno a gratinar durante meia hora a 200º.
Ficou super apetitoso e foi uma forma (algo trabalhosa, confesso) de aproveitar restos que tinha guardados no frigorífico. E ainda rendeu um tabuleiro médio que teria dado, à vontade, para seis pessoas. Como éramos dois adultos e uma criança, sobrou imenso que dará para outra refeição.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Molho Béchamel ultra rápido da Nigella

Vi esta forma de fazer o molho béchamel num dos programas da Nigella e logo me chamou a atenção porque me pareceu muito mais simples e descomplicado de fazer do que a forma tradicional de cozinhar este molho, tal como eu já tinha referido e feito aqui.
Assim, e sem recorrer muito a medidas, coloquei num tacho metade duma embalagem de margarina (cerca de 250 gramas) que começou a derreter e acrescentei uma caneca de farinha. Fui mexendo e envolvendo tudo e quando ficou uma espécie de pasta adicionei leite, não sei bem quanto, por forma a que envolvesse tudo e cozinhasse durante 5 minutos em lume baixo. Fui mexendo e envolvendo tudo, o molho engrossou e nem sinal dos grumos da farinha. Ficou tudo envolvido, temperei com um pouco de sal e de noz moscada, o molho ficou realmente denso e estava pronto a usar.
Que forma tão fácil e rápida de confeccionar o molho béchamel, usado em tantos pratos e cozinhados...

domingo, 24 de outubro de 2010

Polvo à Lagareiro

Suponho que existam as mais variadas versões desta receita e não tendo eu uma tradição familiar em relação ao Polvo, restou-me fazer diversas pesquisas até porque a minha primeira "aventura" a cozinhar Polvo aconteceu neste Verão, fazendo uma Salada.
Comecei por comprar um Polvo limpo com cerca de 1,200 Kg que cozinhei, já descongelado, durante uma hora em lume médio/forte. Juntamente com o Polvo coloquei uma cebola que retirei após a cozedura.
Enquanto o Polvo cozia aproveitei para descascar e partir grosseiramente uma cabeça de alhos e uma cebola média. Piquei ainda um molho de coentros e reservei tudo.
Entretanto lavei muito bem dez batatas pequenas/médias (foram demais, cinco teriam chegado...) e levei-as a cozer, com casca, durante 10 minutos.
Quando o Polvo cozeu retirei-o da água da cozedura e parti-o aos pedaços.
Entretanto reguei um tabuleiro com um pouco de azeite e coloquei no meio o Polvo préviamente partido. À volta coloquei as batatas e por cima do polvo deitei os alhos, a cebola e um pouco dos coentros. Deitei um pouco de sal por cima das batatas e reguei tudo com azeite.
Levei ao forno durante 40 minutos a 250º e por fim deixei cozinhar 5 minutos no grill. Ficou deveras apetitoso, guloso e saboroso, tendo em conta que foi a primeira vez que cozinhei este prato. Basta ver que não sobrou nada do Polvo, ainda que tenha encolhido, porque o meu marido repetiu três vezes :)
No entanto, é algo trabalhoso porque até colocar tudo no forno requer alguma preparação que demora algum tempo.
É um cozinhado bom para se fazer nos fins-de-semana mais fresquinhos e/ou de chuva em que não saímos tanto de casa, tendo por isso mais tempo disponível para a cozinha...

domingo, 17 de outubro de 2010

Bacalhau Gratinado com Tomate e Batatinhas a murro

Fui buscar inspiração para este prato a uma receita do Pingo Doce mas tentei simplificar alguns passos pelo que deixo aqui a minha versão mas podem ler a receita completa e original aqui.
Assim, levei a refogar em azeite duas cebolas médias e três dentes de alho a que juntei uma embalagem de 400 gramas de Bacalhau desfiado bem como uma posta desfiada que me tinha sobrado de outra refeição.
Temperei com pimenta branca e um pouco de noz moscada e deixei refogar um pouco. Adicionei posterioremente uma lata pequena de tomate aos pedaços, azeitonas pretas (a gosto) e temperei com oregãos.
Deixei cozinhar em lume médio durante cerca de vinte minutos.
Depois, numa travessa de ir ao forno, coloquei no fundo uma courgette cortada às rodelas e por cima deitei o preparado com o Bacalhau que levei a gratinar ao forno, a 200º, durante meia hora.
Acompanhei com batatas a murro e para isso lavei as batatas (pequenas) e envolvi-as com sal. Coloquei-as num tabuleiro e levei-as ao forno ao mesmo tempo que o bacalhau mas quando passaram cerca de vinte minutos, retirei-as e espalmei-as, levando-as ao forno ainda mais dez minutos.
Ficou muito apetitoso e é mais uma forma de cozinhar e comer Bacalhau.

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