sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rolo de Carne picada com espinafres

Esta receita está um pouco atrasada porque este Rolo de Carne Picada foi feito pela minha mãe no Natal. Deixo apenas a fotografia e a indicação de que é recheado com espinafres porque a intenção é quase ficar como memória do que foram as nossas iguarias nessa época festiva.
A minha mãe levou o Rolo ao forno tendo deitado um pouco de óleo e azeite no fundo do tabuleiro bem como juntou duas cebolas médias partidas em metades. Temperou o Rolo com alho picado, louro, regou-o por cima com um pouco de azeite, colocou margarina por cima, encheu o tabuleiro com água até metade do Rolo e levou a cozinhar durante cerca de 45 minutos.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Petinga Frita

A Petinga (Sardinha muito pequena) não faz parte dos nossos hábitos alimentares porque não gostamos muito e porque peixe frito é algo que também não 'apreciamos' propriamente.
No entanto, há uns tempos atrás, num dos fins-de-semana em que esteve na nossa casa, a minha mãe deixou no congelador esta Petinga que era para ter sido feita por si.
Como não gosto que os alimentos estejam muito tempo no congelador, decidi meter mãos à obra nesta nova aventura que foi a de confeccionar a Petinga frita. Foi o meu marido que a arranjou pois ainda que eu cozinhe (quase) tudo, confesso que arranjar peixe é algo que não me agrada muito, melhor dizendo, não me agrada nada.
Assim sendo, o meu marido retirou a parte da tripa e as Petingas ficaram prontas a arranjar para fritar: foram temperadas com sal, passadas em farinha e fritas em lume médio cerca de cinco minutos, tendo o cuidado de as ir virando até ficarem douradas.
Apesar das reticências iniciais, as Petingas estavam óptimas e souberam muito bem. Até o filhote as comeu, sem espinha, bem como o meu marido. Fazendo parte do meu imaginário infantil, recordo-me da minha mãe "tentar" que eu comesse Petingas e "Jaquinzinhos" e assim sendo comi estas Petingas como o fazia em criança: retirava-lhes a cabeça e o rabo e comi-as inteiras, mesmo com a espinha. E nunca me esgasguei :)
Para acompanhamento, fiz um Arroz de Grelos.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Arroz de Grelos

 Em tantos anos de cozinhados nunca tinha comprado e cozinhado Grelos. Andava com isso em mente e hoje calhou a vê-los à venda bem fresquinhos numa loja no Oeste.
Assim sendo, coloquei azeite num tacho com dois dentes de alho picados, uma cebola pequena picada, uma folha de louro e os Grelos previamente lavados, arranjados e cortados finamente (as folhas moles e as flores). Levei a refogar e quando tudo alourou, deitei o dobro da água da medida de arroz que iria cozinhar.
Quando ferveu deitei o arroz, temperei com sal e pimenta branca e deixei cozinhar durante dez minutos. Apaguei o lume e deixei o arroz estar ainda no tacho, "fechado" com a tampa, durante mais cinco minutos por forma a que 'secasse' mais um pouco. 
Para primeira vez, este arroz ficou muito saboroso e suave.


Patê de Atum

Fiz este patê esta tarde depois de ter sobrado algum Atum do nosso almoço.
É muito simples e é uma receita que sei desde sempre mas que nunca calhou a colocar em prática.
Assim sendo, triturei (com a varinha mágica) o Atum (metade de uma lata), dois dentes de alho picados e duas colheres de sopa de maionese.
Não rendeu muito pois as quantidades eram pequenas (deu esta tigela pequena quase cheia) mas cá por casa desapareceu num ápice tendo sido petiscado por mim, pelo maridão e pelo filhote que adorou. Comemos com tostinhas mas também fica muito bom com pão.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Embrulhos de Presunto com Figos e Queijo de Cabra ('chévre'), da Nigella

Aqui está mais um petisco que fiz para a noite de passagem de ano. Vi a confecção e receita pela primeira vez num dos programas da Nigella, sobre o Natal, e fiquei com este petisco "debaixo de olho" para fazer e nada melhor do que uma ocasião que junta diversas pessoas para colocar em prática estes Embrulhos de Presunto com Figo e Queijo de Cabra ('chévre').
Fiz, mais ou menos, cerca de 20 embrulhos e para tal utilizei:
- 10 fatias finas (e não secas) de presunto,
- 150 gramas de queijo de cabra ('chévre'),
- 20 figos secos com farinha.
Cortei o pincaro dos figos e abri-os ao meio sem os separar. Cortei o queijo de cabra em pedacinhos e recheei cada um dos figos com um pedaço, fechando-os de seguida.
Cortei algumas fatias de presunto ao meio e enrolei cada figo em meia fatia ou fatia (a gosto).
Coloquei num prato azul que realçou o contraste das cores e estava pronto a servir.
Devo dizer que eu não gosto de figos secos e neste caso gostei e comi devido à conjunção com o presunto e o queijo.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Presunto com melão

Espero que tenham passado um Bom Ano e hoje volto aqui com uma receita muito simples de uma entrada/petisco que fiz para levar para a passagem de ano.
Já tenho comido Presunto com Melão nos restaurantes mas não sei porquê nunca tinha feito em casa e/ou para alguma ocasião/festa mais 'caseira'.
Assim sendo, fiz bolinhas do melão com a ajuda de uma Colher Parisiense, enrolei o melão em metade de uma fatia de Presunto (sempre sem a gordura que as fatias trazem no 'cimo') e prendi tudo com um palito. Está pronto a servir e sabe muito bem o contraste entre o salgado do Presunto e a leveza e o doce do melão.


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!

A todos que por aqui passam ficam os votos de um ano novo muito doce, saboroso e apetitoso.
Que a vida vos traga tudo de bom e do melhor :)
Beijinhos e Feliz 2011!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mousse de chocolate de duas cores

Fiz esta mousse pela primeira vez há muitos anos atrás depois de ter visto a receita numa revista. Com o passar do tempo adaptei a confecção desta mousse de duas cores ao meu "estilo" e trata-se duma mousse 'normal' onde o que chama a atenção é o facto de ter, precisamente, duas cores, devido aos dois chocolates utilizados: branco e o castanho, de culinária.
A forma que utilizo para "operacionalizar" esta mousse é preparar tudo antes de levar os chocolates a derreter.
Assim, coloco num tacho uma tablete de chocolate culinário (200 gramas) juntamente com 125 gramas de margarina. Noutro tacho coloco a tablete de chocolate culinário branco (200 gramas) juntamente com a mesma quantia de margarina (125 gramas) e reservo. (Só uma nota para referir que deixo sempre de fora dois quadrados de cada uma das tabletes para no fim raspar e enfeitar a mousse por cima.)
Em duas tigelas bato, respectivamente, 6 gemas de ovo com 6 colheres de açúcar até ficar esbranquiçado e a fazer bolhinhas e reservo.
Numa tigela grande bato em castelo as 12 claras dos ovos que misturei com o açúcar e reservo.
Começo por fazer a mousse de chocolate castanho, como faço habitualmente a minha mousse de chocolate, levando a lume pequeno e baixo o chocolate com a margarina. Quando tudo está derretido e depois de mexer apago o lume e junto a este preparado a mistura das gemas com o açúcar. Envolvo tudo e vai ficando com um aspecto cremoso e fofo. Depois de tudo envolvido, junto metade das claras em castelo e a mousse está pronta quando está lisa e com um ar volumoso e cremoso. Reservo esta mousse e depois volto a repetir estes passos com o chocolate branco.
Depois eu diria que é quase uma questão de sorte ou ciência ou de equilibrismo porque eu "limito-me" a pegar em cada uma das tigelas que têm cada uma das mousses, uma em cada mão, e sobre uma tigela grande verto as duas ao mesmo tempo lá para dentro e parece quase um milagre o facto de as mousses de cores diferentes não se misturarem. Fica um efeito giríssimo com metade da tigela com mousse branca e a outra metade com mousse castanha.
Por cima enfeito com raspas das tabletes de chocolate branco e castanho. Idealmente deverá ir ao frigorífico de um dia para o outro para 'enrijecer' e não ficar líquida.
Fiz esta mousse para levar para a passagem de ano amanhã que será passada entre amigos, espero que gostem e aqui fica também uma sugestão doce para a vossa entrada em 2011.


Bolachas de Chocolate de Natal da Nigella

Antes de passar à receita propriamente dita, gostaria de deixar algumas considerações sobre a feitura destas (magníficas) bolachas:
- São uma bomba calórica,
- Depois de duas ou três bolachas parece que tivémos uma 'overdose' de chocolate,
- São extraordinariamente gulosas, apetitosas e saborosas mas...:
- Se não tivermos cuidado, quando o forno já está quente, e se não tiverem um forno gigante como eu, terão de levar várias vezes, vários tabuleiros, com a massa das bolachas, ao forno, estas começam a queimar e bastam cinco minutos para ficarem cozinhadas,
- Dispenso a calda, é mais um extra de chocolate e ainda que enquanto comemos as bolachas mais pareça que vamos chorar por o sabor ser tão divinal, comem-se bem mornas e a calda humedece e refresca as bolachas,
- Não fazer bolinhas muito grandes porque senão aumentam de tamanho e pegam-se umas com as outras,
- Para evitar que se colassem aos tabuleiros, forrei os mesmos com papel vegetal que pincelei com um bocadinho de óleo e resultou.
E depois destas observações que deversão ser tidas em conta, pelo menos por mim, passo à receita destas extraordinárias e divinais Bolachas de Chocolate de Natal da Nigella.
Misturar e envolver uma embalagem de 200/250 gramas de manteiga sem sal, uma embalagem de 125 gramas de chocolate em pó, 125 gramas de açúcar em pó, 125 gramas de farinha e uma colher de chá de bicabornato de sódio. Fazer bolinhas com a massa e levar ao forno a 200º durante 15 minutos (atenção ao calor do forno, como referi lá atrás).
Em relação à calda, devemos levar ao lume açúcar e cacau em pó (usei mais ou menos 100 gramas), uma colher de chá de baunilha líquida e quando 'ferver' adicionar água a ferver. Misturar tudo, deitar posteriormente por cima das bolachas e enfeitá-las como se quiser (usei missangas decorativas mas podem ser muitas outras coisas).


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Artefactos culinários que estavam em falta na minha cozinha...

Sem eu procurar ou esperar, encontrei num destes dias, às compras no supermercado, dois utensílios culinários que estavam em falta na minha cozinha e que fazem parte do meu imaginário infantil pois a minha mãe sempre os usou e sempre achei que dariam jeito na confecção de algumas receitas.
Em relação ao Almofariz, a minha mãe sempre o usou para "moer" sal, coentros e alhos, por exemplo, mas pode servir para moer outros ingredientes. Foi usado para faxer parte do tempero do Perú de Natal, cuja receita ainda não coloquei aqui.
Quanto ao "corta massa", a minha mãe tem um idêntico ao da foto que comprei, mas em madeira. Nunca a minha mãe comeu, fez ou provou pizzas, sendo que este utensílio sempre foi usado por si para fazer as suas Filhoses de Natal e cortar a massa das Azevias para lhes dar o tal formato de "rissol XL" bem como para fazer uns deliciosos e magníficos rissóis de Pescada que não faz há anos.
E assim a minha cozinha ficou mais rica e composta...

Almofariz

Corta massa

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