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sábado, 15 de outubro de 2011

Bacalhau Espiritual...

Acho que há anos que tenho esta receita da qual existem as mais diversas versões sendo que o próprio Bacalhau é um ingrediente propício a formas muito diferentes de ser cozinhado.
Esta foi então mais uma receita para juntar a todas as que já fiz com Bacalhau e foi muito apreciado cá em casa, tanto que o filhote comeu toda a porção que lhe foi colocada no prato sem reclamações por causa da cenoura, da cebola e do alho...
Mas para fazer este Bacalhau Espiritual comecei por cozer quatro postas do Bacalhau (médias/altas) que posteriormente desfiei.
Num tacho grande coloquei uma cebola média picada e quatro dentes de alho picados. Adicionei um pouco de azeite, coloquei o Bacalhau, reguei com mais um pouco de azeite e juntei uma cenoura média/grande ralada.
Juntei também duas folhas de louro e levei tudo ao lume para alourar (mais ou menos 5/10 minutos). Nessa altura juntei cerca de 0,5 Lt de água quente, deixei ferver, fui sempre mexendo e envolvendo tudo e adicionei o miolo de uma Broa de Milho (+- 400 gramas).
Mexi novamente e deixei cozinhar por mais 5 minutos e apaguei o lume.
Deitei tudo num tabuleiro de ir ao forno e como não tinha queijo ralado, adicionei um pacote de natas por cima do refogado do Bacalhau e da Broa, tendo juntado depois uma camada de pão ralado com alho e salsa.
Levei ao forno, previamente aquecido, durante cerca de 35/40 minutos a 200º.
Ficou muito saboroso e apetitoso e foi acompanhado com uma salada de alface, tomate e coentros.
Fica ainda a dica relativamente à côdea que sobrou da Broa de Milho. Nos últimos cinco minutos em que o Bacalhau esteve no forno, juntei as côdeas para tostarem e ficaram uma espécie de tostas de pão de milho super apetitosas. Juntámos manteiga e ficaram uma delícia, um verdadeiro pitéu...



sábado, 16 de julho de 2011

Rissóis de Pescada da minha mãe - os melhores do mundo...

Claro que sou suspeita para dizer que estes Rissóis de Pescada da minha mãe são os melhores do mundo mas é assim que eu os sinto pois nunca comi outros que me fizessem vacilar nesta opinião...
Para além disso, fazem parte da minha memória enquanto criança já que cresci com estes rissóis em todas as minhas festas de anos...
Nunca experimentei fazê-los ainda que tenha guardada comigo a receita de forma quase 'religiosa'. Bem, passada esta pequena introdução, vou passar à receita propriamente dita, primeiro da massa e depois a receita do recheio.
Para a massa é necessário:
Colocar uma colher de sopa de margarina num tacho e levar ao lume a derreter. Depois de derreter juntar no tacho, ainda ao lume, uma chávena almoçadeira cheia de água e outra cheia de leite e um pouco de sal. Deixar ferver e adicionar no tacho duas chávenas almoçadeiras de farinha e mexer imediatamente. Deixar engrossar e apagar o lume.
Deitar numa mesa ou numa tábua e amassar até ficar lisa.
Para o recheio é necessário:
Utilizar, em média, 1 Kg de Pescada que se leva a cozer temperada com sal (pode ser Pescada fresca e/ou medalhões/lombos, como se quiser). Se for Pescada fresca, desfiá-la depois de cozida, limpa de peles e de espinhas.
Num tacho colocar uma cebola média picada e um molho de salsa também picada juntamente com a Pescada e levar a refogar num pouco de óleo. Depois, ainda ao lume, ir adicionando molho branco/béchamel (que também pode ser de compra) por forma a que não fique muito 'mole' nem 'líquido'. Ir mexendo até ver que tudo está com ar de pasta para se colocar dentro da massa do rissol.
Depois de ter o recheio feito, ir estendendo e cortando a massa em forma de rissol e juntar o recheio (em princípio uma colher de sobremesa é suficiente).
Dicas: para fechar a massa: calcar a massa na borda com o cabo de uma colher à roda (fica uma espécie de marca que depois desaparece e que é muito útil para o rissol não abrir quando se está a fritar). A massa corta-se, de preferência, com um "corta massa" mas há quem o faça com a borda de uma tigela/taça.
Depois de fechados, passar por ovo e pão ralado. Podem fritar-se imediatamente ou então congelar.
São irresistíveis... Adoro estes Rissóis da minha mãe, seja numa festa ou seja numa refeição com um belo dum Arroz de Tomate e uma salada...

sábado, 19 de março de 2011

Torta de Laranja

Retirei esta receita da revista "Cozinha Semanal", n.º 497, de 10 a 16/03/2011. Gosto muito desta revista porque é pequenina, custa apenas 0,40€ e traz sempre receitas muito práticas que dão jeito e que não custam a fazer como é o caso desta Torta de Laranja.
Para a Torta precisei de:
- 0,500 Kg de açúcar,
- 2 colheres de sopa de farinha,
- 1 colher de chá de fermento,
- 6 ovos,
- 2 laranjas médias (raspa e o sumo).
Numa tigela misturei o açúcar com a farinha e o fermento e juntei os ovos e mexi tudo com uma vara de arames.
Por fim adicionei a raspa e o sumo das duas laranja.
Untei um tabuleiro com margarina, forrei com papel vegetal que também untei e polvilhei açúcar sobre o papel vegetal.
Verti o preparado no tabuleiro e levei ao forno a cozer durante 25 minutos a 200º. Deixei arrefecer durante 10 minutos e retirei desenformando para cima dum pano de cozinha turco, lavado, polvilhado com açúcar. Deveria ter desenformado sobre papel vegetal mas como este acabou lembrei-me que era assim que a minha mãe fazia e o resultado foi excelente. A Torta, ainda morna, não se colou ao pano tendo conseguido enrolar a massa sem qualquer problema. Apertei bem, coloquei-a sobre uma travessa específica para tortas e deixei arrefecer antes de a provarmos.
Devo dizer que estava excelente, tendo ficado húmida e com o sabor acentuado da laranja. Para repetir muitas mais vezes.


segunda-feira, 7 de março de 2011

Pão com Torresmos

Desta vez, e tendo a bisavó do meu filho nos dado uma caixa com Torresmos, decidi fazer eu a massa do pão apesar de não ter nenhuma máquina própria para o efeito (Bimby, Máquina de fazer pão e afins). No entanto, como sou apologista de que cozinhar deve ser um prazer e não algo complicado e trabalhoso, para fazer a massa do pão baseei-me na massa que tinha feito há umas semanas atrás para fazer várias Pizzas e fiz a mesma quantidade que tinha feito para as Pizzas e que rendeu cerca de 20 pãezinhos médios/pequenos, a saber:
- 4 chávenas de chá de farinha de trigo,
- 2 chávenas de leite,
- Sal q.b,
- 4 colheres de sopa de azeite.
Envolvi tudo numa tigela, com uma colher, e adicionei ainda, como 'extra' a esta receita de massa para Pizza/Pão uma chávena de farinha de milho para dar "sabor" e uma colher de chá de fermento.
Depois de ter a massa feita, acho que o "segredo" para conseguirmos moldar bolas de pão sem entrarmos em desespero com a massa a agarrar-se toda às nossas mãos, é enchê-las de farinha de cada vez que vamos fazer uma bolinha de pão. Podemos gastar muita mais farinha assim mas compensa o facto da massa não ficar nos dedos toda pegajosa. Eu pelo menos começo a "entrar em stress" quando vejo a massa a colar-se aos dedos e às palmas das mãos e consequentemente a não conseguir moldar as bolas com a massa.
Assim sendo, vou moldando bolas médias com a massa e colocando lá dentro, por forma a que fique no meio, pedaços de Torresmos que entretanto acabaram devido à gulodice cá de casa em que fomos comendo os pedacinhos de torresmos 'sem nada'. Como sempre tive a preciosa ajuda do meu filho a mexer a massa e a fazer as bolinhas com a mesma.
Para não me sobrar massa, cortei um pouco de um chouriço às rodelas, a que retirei a casca, e fiz bolinhas com uma fatia de chouriço lá dentro.
Entretanto untei um tabuleiro de ir ao forno com um pouco de óleo e farinha e fui lá colocando as bolinhas da massa (cerca de 8/10 de cada vez) e levei ao forno durante 20 minutos a 265º.
Escusado será dizer que ficou óptimo e super guloso. A primeira fornada desapareceu num ápice mas como a massa enche, da segunda fornada ainda só foi comida uma bolinha. Ficaram óptimas, parecem mesmo pão "verdadeiro" e muito saborosas tanto com os torresmos como com o chouriço.


sábado, 15 de janeiro de 2011

Tempero de Sal

Ter uma avó que "ainda" vai a um Talho tradicional no centro da capital pode dar origem a sugestões que desconhecemos ou que nunca nos lembrámos de procurar quando vamos às compras. A avó do meu marido deu-nos esta embalagem, que está nas fotos, com um Tempero de Sal que eu desconhecia. Nos ingredientes conta com sal, alho, vinho, cebola, pimenta, salsa, oregãos, noz moscada, erva doce e louro pelo que pode substituir estes diversos temperos individualmente.
Experimentei temperar carne de porco com esta mistura e ficou um sabor agradável mas acentuado, quase guloso. É bom para utilizar de vez em quando, principalmente em grelhados.
Confesso que nunca reparei se está à venda nos supermercados "normais" mas uma embalagem dá para muito tempo.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Bolachas de Chocolate de Natal da Nigella

Antes de passar à receita propriamente dita, gostaria de deixar algumas considerações sobre a feitura destas (magníficas) bolachas:
- São uma bomba calórica,
- Depois de duas ou três bolachas parece que tivémos uma 'overdose' de chocolate,
- São extraordinariamente gulosas, apetitosas e saborosas mas...:
- Se não tivermos cuidado, quando o forno já está quente, e se não tiverem um forno gigante como eu, terão de levar várias vezes, vários tabuleiros, com a massa das bolachas, ao forno, estas começam a queimar e bastam cinco minutos para ficarem cozinhadas,
- Dispenso a calda, é mais um extra de chocolate e ainda que enquanto comemos as bolachas mais pareça que vamos chorar por o sabor ser tão divinal, comem-se bem mornas e a calda humedece e refresca as bolachas,
- Não fazer bolinhas muito grandes porque senão aumentam de tamanho e pegam-se umas com as outras,
- Para evitar que se colassem aos tabuleiros, forrei os mesmos com papel vegetal que pincelei com um bocadinho de óleo e resultou.
E depois destas observações que deversão ser tidas em conta, pelo menos por mim, passo à receita destas extraordinárias e divinais Bolachas de Chocolate de Natal da Nigella.
Misturar e envolver uma embalagem de 200/250 gramas de manteiga sem sal, uma embalagem de 125 gramas de chocolate em pó, 125 gramas de açúcar em pó, 125 gramas de farinha e uma colher de chá de bicabornato de sódio. Fazer bolinhas com a massa e levar ao forno a 200º durante 15 minutos (atenção ao calor do forno, como referi lá atrás).
Em relação à calda, devemos levar ao lume açúcar e cacau em pó (usei mais ou menos 100 gramas), uma colher de chá de baunilha líquida e quando 'ferver' adicionar água a ferver. Misturar tudo, deitar posteriormente por cima das bolachas e enfeitá-las como se quiser (usei missangas decorativas mas podem ser muitas outras coisas).


domingo, 22 de agosto de 2010

Camarões cozidos, outra versão

Já por aqui tinha colocado a forma como faço os camarões cozidos bem como uma versão de camarões que vi no programa da Nigella.
Num destes dias, e ao ver outro programa da Nigella, tirei uma ideia muito simples mas que pode fazer alguma diferença. Ela estava a cozer gambas e para além do sal, da água e do piri-piri, tal como eu faço, acrescentou à cozedura o sumo de um limão.
Decidi experimentar e realmente deixa um sabor agradável nos camarões. Portanto, levei pouca água ao lume e quando esta ferveu deitei os camarões congelados (um quilo) no tacho. Temperei-os com duas mãos cheias de sal, coloquei piri-piri líquido do nosso (ou seja, foi o meu marido que fez cá em casa) e acrescentei o sumo de um limão pequeno/médio. Deixei ferver e cozer durante dois ou três minutos. Retirei os camarões do tacho e coloquei numa travessa para arrefecerem mais depressa. Ficaram óptimos ainda que sejam dum tamanho um pouco abaixo dos que costumamos comprar. Estes são mais pequenos mas também me parecem mais saborosos...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Arroz Branco

Esta é uma receita básica que decidi partilhar convosco, a minha receita de arroz branco.
Num tacho levo a refogar em azeite dois ou três dentes de alho e cebola picada a gosto. Deixo alourar e coloco no tacho uma caneca (de chá, por exemplo) de arroz. Quando o arroz estiver com um ar frito, deito duas canecas de água (o truque da água no arroz é deitar sempre o dobro da medida que se usou para medir o arroz), vou mexendo, tempero com sal q.b. e dez minutos depois está pronto. E assim temos um simples, básico e saboroso arroz branco.



quinta-feira, 18 de março de 2010

Admito, não tenho uma forma destas...

Quando a procurei, na altura nunca encontrei uma forma com mola e fui a vários supermercados. Digamos que é uma espécie de lacuna nos meus artefactos culinários.
Portanto, no dia 25 de Março lá estarei à porta do LIDL completamente eufórica para (tentar) comprar esta forma e outras coisinhas que me chamaram a atenção...
Podem ver todos os artigos culinários que o LIDL vai ter aqui.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Conversão de medidas

Recebi, através da mailing list da Oliveira da Serra, uma tabela com a conversão de medidas e pareceu-me útil colocá-la aqui. Espero que seja útil e que se consiga ler bem, senão, terei de colocar aqui em texto.

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