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sábado, 7 de janeiro de 2012

Caldeirada de Cação da minha mãe

Antes de mais, peço desculpas pela ausência aqui no blog mas a falta de tempo, de novas receitas e de inspiração fizeram com que não viesse tanto aqui como gostaria...
Espero ainda ir a tempo para desejar Bom Ano a todos que por aqui passam e regresso com uma receita da minha mãe que nunca coloquei em prática.
Trata-se da Caldeirada de Cação que a minha mãe sempre fez por gostar deste peixe e de não gostar dos restantes peixes que fazem parte duma Caldeirada.
O Cação é mais um prato típico do Alentejo de onde a minha mãe é oriunda e esta receita é muito simples e fica muito saborosa.
Temperar as postas do Cação com alho, sal, louro, colorau e coentros.
Num tacho levar a alourar em azeite duas cebolas às rodelas. Juntar também batatas às rodelas grossas, préviamente temperadas com sal e colorau.
Deixar tudo alourar e juntar água por forma a cozer as batatas.
Quando as batatas estiverem quase cozidas juntamos o Cação, um pimento cortado às tiras e um tomate médio/grande cortado aos pedaços. Juntar um pouco de polpa de tomate.
Envolver tudo devagar e deixar cozer o peixe e está pronto.
(Neste caso cozemos também uma posta de Pescada com medo que o filhote não gostasse deste peixe "tubarão" mas a verdade é que provou e gostou...).



sábado, 10 de setembro de 2011

Porque a Culinária é também uma memória do que somos...

Fica este post em homenagem à avó do meu marido, bisavó do nosso filho, que decidiu deixar-nos na passada quinta-feira, dia 08 de Setembro. A avó S. teve uma longa e preenchida vida pelo que nos 'consola' saber que partiu de forma tranquila e serena aos 85 anos, detentora de toda a lucidez e capaz de todos os movimentos num corpo já tão vivido e sofrido...
Tenho pena que não se tenha chegado a concretizar um convite que tivémos para irmos a um programa de televisão falar, precisamente, das receitas que passam de geração em geração porque alguém viu aqui no blog que eu colocava as receitas da avó/bisavó...
Fico feliz por ter guardado aqui no blog e no meu caderno algumas das receitas que lhe eram conhecidas e características duma vida tão longa.
Gosto especialmente da receita das Broas que fazia e que eram tão apreciadas por todos porque tem uma fotografia do filhote a fazer estas broas com a bisavó. O contraste na pele das mãos de ambos é notório e um sinal dos tempos e da vida.
Deixo a lista das receitas da bisavó S. que guardei aqui no blog e para sempre na minha cozinha:
- Pão com Torresmos (com as minhas devidas adaptações),
- Pão com Torresmos (a receita original da bisavó S.),
- Broas da Bisavó S. (com fotos das mãos da bisavó e do meu filho),
- Rancho dos pobres à moda da bisavó S. (que a avó cozinhava e fazia em tempos de crise, há muitos anos atrás, por forma a encher a barriga de todos e a ter comida no prato de forma barata e saborosa),
E assim vou tentar ao longo da nossa vida preservar e relembrar os cheiros, os gostos e os sabores duma vida inteira da bisavó S.
São os sabores, os cheiros e o que comemos que também fazem parte da nossa memória, da nossa vida, do que somos, do que fomos, dos sítios por onde passámos...
Até sempre avó S...



sábado, 16 de julho de 2011

Rissóis de Pescada da minha mãe - os melhores do mundo...

Claro que sou suspeita para dizer que estes Rissóis de Pescada da minha mãe são os melhores do mundo mas é assim que eu os sinto pois nunca comi outros que me fizessem vacilar nesta opinião...
Para além disso, fazem parte da minha memória enquanto criança já que cresci com estes rissóis em todas as minhas festas de anos...
Nunca experimentei fazê-los ainda que tenha guardada comigo a receita de forma quase 'religiosa'. Bem, passada esta pequena introdução, vou passar à receita propriamente dita, primeiro da massa e depois a receita do recheio.
Para a massa é necessário:
Colocar uma colher de sopa de margarina num tacho e levar ao lume a derreter. Depois de derreter juntar no tacho, ainda ao lume, uma chávena almoçadeira cheia de água e outra cheia de leite e um pouco de sal. Deixar ferver e adicionar no tacho duas chávenas almoçadeiras de farinha e mexer imediatamente. Deixar engrossar e apagar o lume.
Deitar numa mesa ou numa tábua e amassar até ficar lisa.
Para o recheio é necessário:
Utilizar, em média, 1 Kg de Pescada que se leva a cozer temperada com sal (pode ser Pescada fresca e/ou medalhões/lombos, como se quiser). Se for Pescada fresca, desfiá-la depois de cozida, limpa de peles e de espinhas.
Num tacho colocar uma cebola média picada e um molho de salsa também picada juntamente com a Pescada e levar a refogar num pouco de óleo. Depois, ainda ao lume, ir adicionando molho branco/béchamel (que também pode ser de compra) por forma a que não fique muito 'mole' nem 'líquido'. Ir mexendo até ver que tudo está com ar de pasta para se colocar dentro da massa do rissol.
Depois de ter o recheio feito, ir estendendo e cortando a massa em forma de rissol e juntar o recheio (em princípio uma colher de sobremesa é suficiente).
Dicas: para fechar a massa: calcar a massa na borda com o cabo de uma colher à roda (fica uma espécie de marca que depois desaparece e que é muito útil para o rissol não abrir quando se está a fritar). A massa corta-se, de preferência, com um "corta massa" mas há quem o faça com a borda de uma tigela/taça.
Depois de fechados, passar por ovo e pão ralado. Podem fritar-se imediatamente ou então congelar.
São irresistíveis... Adoro estes Rissóis da minha mãe, seja numa festa ou seja numa refeição com um belo dum Arroz de Tomate e uma salada...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Pão com Torresmos

Desta vez, e tendo a bisavó do meu filho nos dado uma caixa com Torresmos, decidi fazer eu a massa do pão apesar de não ter nenhuma máquina própria para o efeito (Bimby, Máquina de fazer pão e afins). No entanto, como sou apologista de que cozinhar deve ser um prazer e não algo complicado e trabalhoso, para fazer a massa do pão baseei-me na massa que tinha feito há umas semanas atrás para fazer várias Pizzas e fiz a mesma quantidade que tinha feito para as Pizzas e que rendeu cerca de 20 pãezinhos médios/pequenos, a saber:
- 4 chávenas de chá de farinha de trigo,
- 2 chávenas de leite,
- Sal q.b,
- 4 colheres de sopa de azeite.
Envolvi tudo numa tigela, com uma colher, e adicionei ainda, como 'extra' a esta receita de massa para Pizza/Pão uma chávena de farinha de milho para dar "sabor" e uma colher de chá de fermento.
Depois de ter a massa feita, acho que o "segredo" para conseguirmos moldar bolas de pão sem entrarmos em desespero com a massa a agarrar-se toda às nossas mãos, é enchê-las de farinha de cada vez que vamos fazer uma bolinha de pão. Podemos gastar muita mais farinha assim mas compensa o facto da massa não ficar nos dedos toda pegajosa. Eu pelo menos começo a "entrar em stress" quando vejo a massa a colar-se aos dedos e às palmas das mãos e consequentemente a não conseguir moldar as bolas com a massa.
Assim sendo, vou moldando bolas médias com a massa e colocando lá dentro, por forma a que fique no meio, pedaços de Torresmos que entretanto acabaram devido à gulodice cá de casa em que fomos comendo os pedacinhos de torresmos 'sem nada'. Como sempre tive a preciosa ajuda do meu filho a mexer a massa e a fazer as bolinhas com a mesma.
Para não me sobrar massa, cortei um pouco de um chouriço às rodelas, a que retirei a casca, e fiz bolinhas com uma fatia de chouriço lá dentro.
Entretanto untei um tabuleiro de ir ao forno com um pouco de óleo e farinha e fui lá colocando as bolinhas da massa (cerca de 8/10 de cada vez) e levei ao forno durante 20 minutos a 265º.
Escusado será dizer que ficou óptimo e super guloso. A primeira fornada desapareceu num ápice mas como a massa enche, da segunda fornada ainda só foi comida uma bolinha. Ficaram óptimas, parecem mesmo pão "verdadeiro" e muito saborosas tanto com os torresmos como com o chouriço.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Costeletas à Salsicheiro da minha mãe

Estas costeletas parecem ter um sabor especial e único por serem feitas pela minha mãe pelo que decidi deixá-las aqui no blog tal e qual como a minha mãe faz, tendo esta foto sido tirada à forma como nos foram servidas em casa dos meus pais, acompanhadas por arroz branco e batatinhas em molho de alhos.
A minha mãe, que é e será sempre a minha inspiração maior nos cozinhados (e não só...) sempre temperou as comidas de véspera pelo que estas costeletas não foram excepção. Assim sendo passo à receita e forma de confecção destas Costeletas à Salsicheiro à moda da minha mãe:
Temperar préviamente as costeletas com alho e sal. Depois fritar um pouco as costeletas, sem os alhos do tempero, em óleo quente, de um lado e outro, e retirá-las do tacho sem as ter frito muito.
Levar depois a fritar as salsichas (neste caso eram de Bacon e souberam mesmo bem porque combinaram com este prato) e retirá-las também sem as fritar muito.
No mesmo óleo onde se fritaram as costeletas e as salsichas, fritar os alhos do tempero das costeletas e três cebolas às rodelas finas e acrescentar um pouco de vinho branco. Quando tudo alourar, apagar o lume e reservar.
Colocar as costeletas e as salsichas num pirex de ir ao forno e regá-las com o molho com os alhos e as cebolas e levar ao forno durante cerca de 15/20 minutos a 200º até alourarem mas ter em atenção para não secar em demasia as costoletas.
Hum, estavam mesmo saborosas :)) Ai as calorias :O

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Lombo assado com Farinheira

Gosto muito de fazer o Lombo de Porco como a minha mãe me ensinou mas para variar um pouco decidi rechear um Lombo com uma Farinheira que tinha no frigorífico com o prazo a expirar.
Para rechear um lombo médio, lembrei-me de utilizar um descaroçador de maçãs para fazer um buraco no meio do lombo. No entanto, por forma a que todo o lombo ficasse 'furado' não tive força suficiente para empurrar o descaroçador pelo que recorri à força do homem cá de casa e prontamente o meu marido conseguiu que o Lombo ficasse com uma espécie de 'tubo' no meio pronto a ser recheado.
Posto isto, retirámos a pele à Farinheira crua e colocámo-la, aos pedaços, dentro do lombo.
De seguida, deitei um pouco de azeite no fundo de um tacho onde coloquei o Lombo e o temperei com vinho branco, alho em pó, sal, um pouco de pimentão e duas folhas de louro partidas aos pedaços. Adicionei ainda duas cebolas pequenas partidas em quartos, um pouco de margarina e deixei estar assim durante uma tarde.
Levei ao lume até ficar com um ar frito durante cerca de dez minutos, fui virando o lombo e por fim adicionei água de forma a tapar o lombo para este ficar cozinhado. Deixei ao lume durante cerca de meia hora e quando o molho estava quase seco e o Lombo com um ar dourado estava pronto.
Saíu um pouco da Farinheira nas pontas do Lombo mas isso até ajudou a que o molho da carne ficasse mais saboroso e grosso.
Entretanto retirei o lombo do tacho e cortei-o às fatias com uma faca eléctrica e estava pronto a servir numa travessa sendo que servi o molho à parte. Acompanhámos o Lombo que estava muito saboros e macio com um Arroz de Pinhões.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rolo de Carne picada com espinafres

Esta receita está um pouco atrasada porque este Rolo de Carne Picada foi feito pela minha mãe no Natal. Deixo apenas a fotografia e a indicação de que é recheado com espinafres porque a intenção é quase ficar como memória do que foram as nossas iguarias nessa época festiva.
A minha mãe levou o Rolo ao forno tendo deitado um pouco de óleo e azeite no fundo do tabuleiro bem como juntou duas cebolas médias partidas em metades. Temperou o Rolo com alho picado, louro, regou-o por cima com um pouco de azeite, colocou margarina por cima, encheu o tabuleiro com água até metade do Rolo e levou a cozinhar durante cerca de 45 minutos.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Camarões fritos do meu marido

Já por aqui tenho colocado diversas receitas de Camarão cozido e frito e esta é mais uma versão, não muito diferente das restantes mas que tem a particulariedade de ser feita pelo meu marido e não por mim (reparo agora que as últimas receitas não são "minhas" mas fica tudo em família e o importante é partilhar...).
Os camarões são escaldados antes de serem fritos, ou seja, durante apenas uns 5 segundos deita-se água a ferver por cima dos camarões ainda congelados.
Depois levam-se a fritar em azeite com alho laminado, mostarda, sal e piri-piri a gosto. Deixa-se apurar e já está. Quando estão com um ar frito, deitam-se coentros por cima dos camarões e estão prontos a comer.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Azevias de Grão da minha mãe (do Alto Alentejo)

As Azevias, tal como as Filhoses, acompanham-me nos Natais desde sempre e tal como as Filhoses, nunca as fiz porque acho sempre que sendo feitas pela minha mãe, estão excelentes e com um sabor diferente e quase "mágico"...
A receita da massa é exactamente igual à das Filhoses, que volto a deixar aqui, com a diferença de que no final, e depois de terem uma colher de sobremesa de doce dentro, a massa deve ser recortada em formato de "rissol XL" ou em formato de pastel de massa tenra, tal como está na foto das Azevias que aqui vos deixo.
Estas quantidades dão para dois alguidares médios cheios de Azevias.
Receita da massa:
- 1 Kg de farinha (de acordo com a minha mãe, e depois de ter experimentado várias farinhas, diz-me que a melhor e com a qual as filhoses ficam muito melhores é com a Farinha Branca de Neve Fina),
- 3 Ovos,
- Sumo de 2 laranjas,
- 1 caixa de banha de 250 gr,
- 1 dl de águardente,
- água quente com sal (mais ou menos 250 ml).
Amassar todos os ingredientes e ir colocando a água quente até perceber que está pronta a estender com o rolo da massa e que se descola das nossas mãos.
Depois ir colocando farinha nas mãos para estender a massa e amassá-la com o rolo por forma a que sejam feitas em forma de "rissol XL" para depois serem 'fechadas' com o recheio lá dentro.
Receita do Doce de Grão:
- para poupar tempo, podemos usar 2 latas grandes de grão já cozido,
- Casca e sumo de 1 laranja,
- 4 pauzinhos de Canela,
- Açúcar a gosto a partir de 0,5 Kg.
Devemos começar por retirar a pele ao grão (lembro-me de ter esta tarefa nas férias escolares de Natal da minha infância) e triturá-lo.
Depois colocamos o grão já passado e triturado num tacho juntamente com a casca e o sumo da laranja bem como os quatro pauzinhos de canela.
Quando ferver adicionar o açúcare mexer muito bem. Quando começar a 'borbulhar' deixar ficar assim um pouco em lume baixo e quando estiver quase seco está pronto o doce. Retirar os pauzinhos da canela e deitar uma colher de sobremesa dentro da massa que se fecha e se leva a fritar em óleo bem quente. Colocar sobre papel absorvente e depois deitar-lhes por cima açúcar e canela a gosto.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Filhoses da minha mãe do Alto Alentejo

Estas filhoses acompanham-me nos Natais desde que me lembro de existir. São uma marca, um traço único da minha mãe e ainda que tenha a receita desde sempre, nunca a coloquei em prática. Como tantas outras receitas que a minha mãe faz desde sempre, esta é mais uma que tem um sabor especial por ser feita, precisamente, pela minha mãe. No entanto, quero preservar ao máximo a sua memória e a sua feitura pelo que aqui partilho convosco a forma de confeccionar estas filhozes típicas do Alto Alentejo de onde a minha mãe é oriunda.
Vou passar à receita que dá para dois alguidares cheios de filhoses como o que está na primeira foto deste post.
- 1 Kg de farinha (de acordo com a minha mãe, e depois de ter experimentado várias farinhas, diz-me que a melhor e com a qual as filhoses ficam muito melhores é com a Farinha Branca de Neve Fina),
- 3 Ovos,
- Sumo de 2 laranjas,
- 1 caixa de banha de 250 gr,
- 1 dl de águardente,
- água quente com sal (mais ou menos 250 ml).
Amassar todos os ingredientes e ir colocando a água quente até perceber que está pronta a estender com o rolo da massa e que se descola das nossas mãos.
Depois ir colocando farinha nas mãos para estender a massa e amassá-la com o rolo por forma a que sejam feitos rectângulos médios com dois cortes no meio.
Leva-se a fritar em óleo bem quente, ter cuidado para os rectângulos de massa não enrolarem, colocar sobre papel absorvente e depois deitar-lhes por cima açúcar e canela a gosto.
As filhoses deste ano ficaram particularmente saborosas e rijas como se quer.


"Roupa Velha"

Este ano passámos o Natal em casa dos meus pais pelo que os cozinhados ficaram todos "a cargo" da minha mãe. Assim sendo irei colocar aqui várias receitas elaboradas pela minha mãe e começo já por esta tradicional Roupa Velha que foi o nosso almoço no dia de Natal.
Esta receita é confeccionada com os restos que sobraram da véspera de Natal e que foram, precisamente, o Bacalhau cozido com couves, batatas e ovo.
Tendo de lado os restos e desfiando o Bacalhau que sobrou, levar ao lume numa frigideira, cebolas e alhos picados a gosto a refogarem em azeite.
Quando alourarem, adicionar o Bacalhau, as batatas, a couve-flor, os bróculos, a couve portuguesa e os ovos, mexer cuidadosamente e deixar refogar um pouco.
Retirar do lume e colocar numa travessa de ir ao forno, deitando por cima um pacote de natas e vai tudo ao forno a gratinar.
Ficou óptimo e muito saboroso e é realmente uma excelente forma de aproveitar restos.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Batatinhas em molho de Alhos

A minha mãe costuma fazer este acompanhamento que eu (infelizmente) adoro. Já tinha este post preparado há quase duas semanas mas só agora o estou a publicar.
Segundo a minha mãe, devemos cozer as batatas (não muito grandes) com a pele e um pouco de sal mas de forma a que não cozam completamente, ficando um pouco 'rijas'.
Depois descascam-se e levam-se ao lume num tacho com óleo e margarina, cheio de alhos laminados. Temperar com mais um pouco de sal e estão prontas quando estiverem com um ar dourado e os alhos fritos.
É um acompanhamento muito simples mas diferente das habituais batatas cozidas ou fritas. Ficam muito 'gulosas' e apetece sempre comer muitas batatinhas com o molho cheio de alhos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Broas da Bisavó do meu filho

Estas broas são uma receita da avó do meu marido, bisavó do meu filho.
Desde que a conheço que também me lembro destas broas e neste Sábado tão frio soube mesmo bem aprender a fazê-las sendo que a grande ajuda foi da parte do meu filho que esteve sempre com a bisavó enquanto esta fazia a massa e as bolinhas para irem ao forno. Tirei imensas fotos aos dois porque acho que é um privilégio o meu filho ainda ter uma bisavó com 84 anos e, quando for crescido, de certeza que vai adorar ter um registo destes momentos tão preciosos
Assim, os ingredientes necessários para fazer estas broas tão apetitosas e gulosas são:
- Raspa de um limão,
- 600 gr de farinha,
- 300 gr de açúcar,
- 3 ovos,
- 1 colher de chá de bicabornato de sódio,
- 1 colher de chá de erva doce.

Depois mistura-se tudo, amassando com a mão, tender a massa para fazer bólinhas com as mãos e vai ao forno durante 15 mns a 225º num tabuleiro untado com margarina e farinha. Não convém colocar muitas e juntas porque com a cozedura a massa aumenta de tamanho e as broas podem 'pegar-se'.
Esta porção rendeu imensas broas, quatro tabuleiros iguais ao que se vê na foto o que equivaleu a cerca de 60 broas.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Morcela do Bucho

Esta morcela, cujo nome oficial é a Morcela de cozer de Portalegre ou Bexiga de Morcela, faz parte do meu imaginário infantil ou não fosse a minha mãe oriunda do Alto Alentejo. Sempre me lembro da minha mãe a comprar e sempre me lembro de adorar comer esta morcela. 
Os anos passaram, a minha mãe continua a comprar esta morcela numa loja alentejana perto da sua casa, e fico muito contente por o meu filho ter os mesmos gostos que eu e o pai e adora comer este enchido com um pouco de pão.
Como já deu para perceber, não se trata de uma receita mas gosto de referir aqui outras iguarias e tradições alimentares, afinal, também fazem parte do que somos.
Sendo um enchido tipicamente alentejano, lembrar-me-á sempre a minha infância, a minha mãe e as suas raízes...

domingo, 31 de outubro de 2010

Filhoses de Abóbora da minha mãe

Lembro-me sempre da minha mãe fazer estas filhoses no Natal e eu nunca as fiz porque acho que me sabem muito bem por ser a minha mãe quem as faz.
Neste fim-de-semana prolongado, e aproveitando o facto de nos terem dado uma abóbora, pedi à minha mãe que fizesse estas filhoses de abóbora, e assim foi.
O cheirinho dos fritos e da canela e do açúcar invadiram a casa e as filhoses vieram aconchegar o estômago nesta tarde chuvosa e de vento.
Para cerca de 20 filhoses a minha mãe usou:
- 300 g de abóbora (limpa),
- Sumo de duas laranjas,
- 2 colheres de sopa de aguardente,
- 200 g de farinha com fermento,
- 1 colher de chá de fermento em pó
- 4 ovos,
- óleo para fritar,
- canela em pó e açúcar para polvilhar.
A minha mãe começou por cortar a abóbora em pedaços pequenos que colocou num tacho e levou a cozer em água com um pouco de sal.
Depois da abóbora estar cozida, escorreu a água, triturou a abóbora e adicionou a aguardente, o sumo das laranjas, a farinha e o fermento, de uma só vez batendo energicamente com uma colher de pau.
Sem parar de bater, adicionou os ovos, um a um e bateu a massa até esta ter absorvido completamente os ovos. 
Deixou a repousar cerca de 4 horas.
Para fritar, com a ajuda de uma colher de sopa, retirou colheradas da massa e fritou em óleo quente e deixou fritar até ficarem bem douradinhos e crescidos. Escorreu sobre papel absorvente e  depois passou as filhoses por uma mistura de açúcar e canela em pó.
Estão tão boas que só apetece é continuar a comê-las durante a tarde...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Bacalhau no Forno com Maionese e Cebola

Esta receita foi-me dada pela avó do meu marido. É muito simples, fica saborosa e podemos usar postas de Bacalhau congeladas pelo que é mais uma refeição que pode ser feita à última da hora.
Assim, coloquei no fundo dum tabuleiro duas cebolas grandes cortadas às rodelas. Por cima deitei azeite e coloquei as postas do Bacalhau  previamente barradas com maionese. Por cima deitei um pouco de pão ralado com ervas aromáticas. Voltei a regar tudo com azeite e levei ao forno a 200º durante 40 minutos.
Acompanhámos com puré de batata e salada.
Ficou óptimo e muito apetitoso.

sábado, 21 de agosto de 2010

Salame de Chocolate

Aqui está mais uma receita, tão 'básica', simples e saborosa, que faz parte do meu imaginário infantil porque a fazia com a minha mãe, e que nunca tinha feito...
Acho que ando há anos para fazer um Salame e hoje foi o dia porque o meu filho pediu para comer, numa pastelaria, precisamente uma fatia de salame de chocolate...
Assim sendo, telefonei à minha mãe para confirmar a receita e fiz como me disse, sendo que usei margarina a mais (descuido meu) pelo que o salame, depois de feito e enrolado, deitava líquido que retirei, colocando o salame noutra folha de papel vegetal.
Desfiz em pedaços um pacote de 200 gramas de bolacha maria. Geralmente coloco as bolachas num saco de plástico e vou amassando as bolachas dentro do saco que se vão partindo. Neste caso também tive a ajuda do meu filho a partir as bolachas.
Num tacho levei a derreter 200 gramas de margarina que quando estava líquida, juntei um pacote de 125 gramas de chocolate em pó. Envolvi tudo muito bem e juntei um ovo inteiro. Mexi tudo e deitei na tigela onde já estavam as bolachas partidas. Adicionei três colheres de sopa de açúcar, mexi novamente e deitei a mistura sobre uma folha de papel vegetal onde espalhei um pouco de açúcar. "Embrulhei" e enrolei o preparado para que ficasse em forma de torta e como tinha ainda algum líquido devido à margarina a mais que utilizei, coloquei o preparado noutra folha de papel vegetal.
Levei ao frigorífico onde enrijeceu e estava pronto a comer, muito saboroso e apetitoso. Faz-se tão depressa que agora já sei que poderei voltar a repetir a confecção do Salame.

domingo, 4 de julho de 2010

Choco Frito

Adoro chocos (lulas e polvo) nas suas mais diversas 'variações' e este Choco frito nunca o tinha feito apesar de adorar. É usual fazer Choquinhos fritos mas o Choco "ferrito" "à moda de Setúbal" nunca tinha experimentado. Mais uma vez recorri à minha mãe e fiz da forma que ela costuma fazer e que penso ser comum a muitas receitas desta forma de fritar o Choco.
Comprei quase 1 Kg de tiras de Choco que cozi previamente, com um pouco de sal, durante meia hora. Depois de cozido e arrefecido (passei as tiras por água da torneira) retirei a pele que vem no Choco e temperei as tiras, de ambos os lados com sal, alho em pó e sumo de um limão (primeira foto). Deixei a marinar durante quase uma hora e depois passei as tiras por ovo e por farinha (segunda foto).
Fritei o Choco em óleo bem quente durante cerca de dez minutos em lume médio/forte e quando retirei do lume, colquei as tiras sobre papel absorvente para retirar o excesso do óleo.
Depois coloquei o Choco numa travessa e, esta parte é opcional, antes de servir, reguei as tiras com sumo de limão.
Acompanhámos com arroz branco e uma salada de alface e agrião mas poderia ter sido acompanhado com batata frita.
Ficou óptimo e muito apetitoso!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Arroz de Cenoura

Esta é mais uma receita que me foi passada pela minha mãe e que adoro.
Dou conta que coloco aqui imensas receitas da minha mãe mas é nela que vou sempre buscar inspiração, antes de qualquer pesquisa na internet... E como agora estamos longe uma da outra, parece que fico com mais vontade de cozinhar em casa o que a minha mãe sempre cozinhou.
Para terem uma ideia do que estou a "falar", num destes fins-de-semana a minha mãe perguntou o que eu gostaria que ela fizesse para um almoço uma vez que íamos estar todos juntos, e a minha resposta foi que não sabia porque tenho feito o que ela também costuma cozinhar...
Mas passando à receita do Arroz de Cenoura, é muito fácil e fica muito bom.
Deito um pouco de óleo num tacho e sobre ele pico dois ou três dentes de alho e uma cebola pequena. Junto ainda uma cenoura média cortada aos quadradinhos pequenos e levo a refogar. Quando a cebola e os alhos alourarem, deito água (sempre o dobro da medida que uso com a quantidade de arroz) e quando esta ferver, adiciono o arroz.
Deito sal q.b. e deixo cozer durante dez minutos. Depois de apagado o lume, deixo o arroz a repousar com a tampa colocada no tacho, por forma a que a água da cozedura que sobrou, evapore totalmente e desta forma, o arroz fica mais solto também.
Está pronto e é muito apetitoso :)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Costeletas panadas

Esta receita é muito simples mas foi a primeira vez que a fiz... Geralmente peço à minha mãe para fazer panados porque não gosto muito de ficar com as mãos cheias de ovo e pão ralado. No entanto, como estava cheia de saudades de comer panados e como não estou com os meus pais há algumas semanas, decidi meter mãos à obra e afinal sujar as mãos no ovo e no pão ralado não custa assim tanto, até o meu filho ajudou (são as suas mãos na foto do lado direito, em cima).
Assim, temperei várias costeletas do lombo que são as minhas preferidas, e outras do "fundo" que são as preferidas do meu marido) com alho em pó, sal, colorau, louro e sumo de limão.
Deixei-as a marinar durante uma tarde e antes de as fritar, passei-as por ovo e depois pelo pão ralado. Fritaram em óleo bem quente durante alguns minutos e estavam prontas. Depois de fritas, coloquei-as sobre papel de cozinha por forma a que este absorvesse parte do óleo da fritura.
Ficaram muito apetitosas por causa do sumo de limão e agora que já 'desmistifiquei' a "questão" das mãos ficarem com (muito) ovo e pão ralado, posso continuar a fazer panados.

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